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Em O Show de Truman (The Truman Show, no original em inglês), o vendedor de seguros Truman Burbank (Jim Carrey) vive em Seaheaven, um paraíso terrestre onde todos parecem conviver em perfeita harmonia. Mas, seu casamento com Meryl (Laura Linney) não anda muito bem e, para piorar, ele sente-se constantemente vigiado.

Decidido a investigar se realmente o estão espionando, Truman começa a perceber uma séries de situações estranhas, que aguçam ainda mais suas dúvidas e levam-no à descoberta: sua vida é um show de tv.

Abandonado pelos pais ainda bebê, Truman é adotado por uma rede de televisão que o cria num mundo irreal: a cidade onde vive é um imenso cenário, sua esposa, amigos, vizinhos, todos são atores contratados. Sua vida é uma farsa, acompanhada por milhares de telespectadores.

A partir de então sua luta é para libertar-se e poder viver verdadeiramente como nunca.

Elenco

Outras informações da ficha técnica

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Truman_Show

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Analise do filme:

Antes de fazer a análise do filme gostaria de falar sobre a Indústria Cultural.

O que é a Indústria cultural?

A indústria cultural é um movimento intelectual conhecido como teoria crítica. Ela trabalha sobre o problema da cultura de massa (arte popular) para atribuir-lhe uma nova qualidade. Fazem-se produtos adaptados ao consumo da massa e que em grande medida determinam esse consumo.

O ponto de partida dessa teoria critica foi a dialética da economia política fundada no materialismo marxista, ou seja, é a crítica à sociedade de mercado, na qual se dá a alienação do indivíduo em relação à sociedade com resultante histórica da divisão de classes.

Adorno e Horkheimer, em torno de 1940, criaram o conceito de indústria Cultural,querendo dizer que “todo e qualquer produto cultural não passa de uma mercadoria”.

Os produtos da I.C são simbólicos, produzindo efeito psíquicos nos indivíduos. Todos têm a mesma racionalidade técnica, a mesmo esquema de organização e de planejamento administrativo que levam à uniformização e à padronização.

A I.C. dá uma nova qualidade aos produtos por ela produzidos: OS PRODUTOS SÃO ADAPTADOS AO CONSUMO das massas e esses produtos DETERMINAM O SEU CONSUMO.

Resumindo: Os ramos da Indústria Cultural são planejados e são semelhantes, porque têm em comum um objetivo: DETERMINAR O CONSUMO. O consumidor não é o “rei”, como a I.C gostaria de fazer crer, mas sim o objeto dessa indústria.

Isso tudo o que foi escrito aqui só serve de referência na explicação da análise do filme. Tudo, definitivamente tudo no filme é para ser consumido. Desde uma simples almofada, até o estilo de vida que existe naquela cidade é pra ser idealizada e desejada por todos.

O Personagem vive dentro de uma cidade cenográfica. Tudo o que existe ali é manipulado. A chuva, o Sol, o mar, a população, os transportes, tudo tem uma sequência, tudo tem um porque de estar ali. Cristof, o produtor, é quem comanda tudo. Engraçado ou não, o nome dele é sim uma analogia a Cristo. Ele tem tudo nas mãos. Ele que faz e desfaz, não só dentro da cidade cenográfica, como também fora dela. Fazer com que toda uma cidade, acompanhe a vida de um rapaz, dia e noite, a 3 décadas, não é nada fácil, mas também é saber muito bem como manipular.

No decorrer de todo o filme é explícito o foco no consumo. Em todos os lugares da cidade existem propagandas, em todos os momentos, prova disso é a cena em que no meio de uma discussão do casal, a moça para de falar com o marido para “mostrar” uma super faca de mil e uma utilidades que ela acabou de adquirir.

O filme passa a idéia de um mundo perfeito, onde não há violência, onde há organização. Não existe acidentes, os casamentos são duradouros, as pessoas são gentis, não existe problemas financeiros, tudo é de fácil acesso, e idealmente têm um final feliz. É extremamente CLARO que tudo é manipulado, por Cristof, o produtor, (no caso a “mídia”). Tudo é consumível nesse mundo perfeito.

Essa é a relação do filme com a Indústria Cultural. É a massificação e o estímulo ao consumo. É a alienação da sociedade voltada somente ao consumo.

Jim Carey quando percebe que está sendo manipulado, e que tudo é uma grande farsa, resolve ir embora e ter a sua própria vida, o que aliás, era o grande medo do produtor, pois se ele descobrisse tudo e não pudesse mais ser manipulado, acabaria todo o prestígio daquele “programa” e toda a influência da mídia os telespectadores.

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